publicado a: 2017-01-13

Análise semanal dos mercados - 09 a 13 janeiro

9 janeiro

Nos mercados europeus registamos a firmeza nos preços do trigo esta sexta-feira, sobretudo, devido aos receios em torno das baixas temperaturas que se estão a fazer sentir nos Estados Unidos e na Europa Oriental.

A actividade de exportação de trigo permanece baixa em França, com apenas 233.000 toneladas exportadas em Novembro e apenas 2,1 milhões de toneladas desde o início da campanha, apresentando uma queda de 38% relativamente ao ano passado.

No mercado americano registamos a estabilidade do dólar face ao euro neste início de semana, que irá ser marcada também pelo relatório do USDA (Departamento Agrícola dos Estados Unidos) da próxima quinta-feira.

Os valores semanais de exportação de soja foram decepcionantes esta semana, com apenas 87.700 toneladas, contra cerca de 1 milhão de toneladas na semana anterior, muito aquém do esperado pelos operadores.

No caso do milho, os números também foram decepcionantes, com 429.300 toneladas exportadas, contra as expectativas, que eram de 650.000/950.000 toneladas. Mesma situação no trigo, com apenas 183.600 toneladas, contra os valores esperados de 200.000/525 000 toneladas.

Os fundos estiveram vendedores de 7.500 lotes de milho, 10.000 lotes de soja e 2.000 lotes de trigo.

No mercado do Mar Negro de registar os números de exportação por parte da Ucrânia, com 970.000 toneladas de milho, 500.000 toneladas de trigo e 32.000 toneladas de cevada. A Índia continua a ser o destino principal destas exportações.

A Rússia registou valores de exportação, estas duas últimas semanas, de cerca de 770.000 toneladas de trigo, 180.000 toneladas de milho e 30.000 de cevada. A maioria dos países compradores está associada à região MENA.


10 janeiro

Mercados dos cereais relativamente calmos ontem na Europa, com os operadores divididos entre o risco das geadas e os balanços globais de colheitas abundantes, especialmente na Austrália e na Argentina. Do ponto de vista do clima, é sempre o trigo de Inverno que levanta mais questões.

De registar também os problemas logísticos na Europa, devido às condições severas de Inverno.

No mercado americano registamos o valor das exportações de soja e milho, que foram acima das expectativas, enquanto no trigo foram consistentes.

Os fundos estiveram compradores de 5.000 lotes de milho, 6.000 lotes de soja e 3.500 lotes de trigo.

Os comerciantes estão cautelosos antes do relatório do USDA (Departamento Agrícola dos Estados Unidos), que sairá esta quinta-feira e não só irá apresentar o estado dos stocks trimestrais nos Estados Unidos, mas também as estimativas de área cultivada para o milho nos Estados Unidos.

No mercado do Mar Negro, além das muito baixas temperaturas, não há nada de relevante a registar.


11 janeiro

Dia muito calmo nos mercados europeus, com os operadores a aguardar os resultados do próximo boletim mensal do USDA (Departamento Agrícola dos Estados Unidos), que vai sair amanhã.

O petróleo registou uma descida de preço, começando já a ser posto em causa o verdadeiro impacto da decisão da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo).

Em termos climatéricos tudo se passa em condições normais para esta altura do ano.

Situação idêntica no mercado americano, com uma estabilidade no preço dos cereais, onde só agora registou uma subida.

Esta variação positiva deveu-se, sobretudo, a uma reentrada no mercado dos fundos de investimento, que absorveram a informação das más condições atmosféricas na Argentina. No entanto, a CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento do Brasil), estimou a produção do país em mais 103 milhões de toneladas, o que é um recorde histórico.

A tendência de preços vai seguramente ser baixa nas próximas sessões.

No mercado do Mar Negro de registar uma baixa de volume das exportações nas últimas semanas, sobretudo, devido às festividades do Natal Ortodoxo.


12 janeiro

Descida de preços dos cereais nos mercados europeus, com muito poucas operações realizadas, uma vez que o mercado está à espera do relatório do USDA (Departamento Agrícola dos Estados Unidos), que será publicado hoje, às 17 horas de Lisboa.

No mercado americano descida do preço do trigo, devido às condições meteorológicas que se fazem sentir nas áreas de produção. Esta descida não foi mais acentuada, uma vez que existe uma expectativa de que o relatório do USDA venha indicar uma redução da área semeada.

A soja teve uma ligeira descida de preços, mas os analistas atribuem o facto a ajustes técnicos antes da publicação do relatório do USDA.

A situação no mercado internacional é um pouco confusa, pois, se por um lado o Brasil deve atingir uma colheita recorde, por outro lado as inundações na Argentina já devem ter causado elevados prejuízos, calculando-se que já estão perdidas 5 milhões de toneladas de produção de soja.

No mercado do Mar Negro de registar uma forte vaga de frio na região, mas que não deverá ter qualquer impacto nas culturas.


13 janeiro

Mercados europeus com pouco movimento ontem, estando os operadores a analisar os dados do relatório do USDA (Departamento Agrícola dos Estados Unidos), que saiu ontem, às 17 horas de Lisboa.

Este relatório veio confirmar a situação para o trigo, com estimativas para a campanha de 2016/2017 de cerca de 752,7 milhões de toneladas e com um stock de 253,3 milhões de toneladas, mais 12,8 milhões que no ano passado.

No caso do milho, o USDA fez poucas alterações nos seus valores globais, excepto nos Estados Unidos, onde a surpresa é uma redução na produção de 2 milhões de toneladas. Os stocks de milho nos Estados Unidos caíram 1,2 milhões de toneladas para 59,8 Mt.

No mercado americano, apesar da informação de altos stocks de trigo, o mercado encontrou alguma firmeza em Chicago, sobretudo, devido à recompra de fundos, no valor de 11.500 lotes.

Os fundos também estiveram compradores de 12.000 lotes de soja e vendedores de 6.500 lotes de milho.

No mercado do Mar Negro registamos o interesse por parte da Índia em importar cerca de 3 milhões de toneladas de trigo ucraniano.


Fonte: Agroinfo

Comentários

  • Faça login para poder comentar.