publicado a: 2015-09-18

Governo não apoia vitivinicultores afetados pelo granizo e Murça não gosta

Ministério informou município que “não haverá qualquer compensação financeira" porque “parte da produção afetada conseguiu recuperar”. É falso, diz a autarquia.

A Câmara de Murça está indignada e perplexa com a decisão do Governo. O Executivo recusa conceder apoios aos agricultores que, a 9 de Junho, viram as suas vinhas fortemente afetadas por uma violenta queda de granizo.

Após a intempérie, que, segundo a autarquia, afetou cerca de 70% a 80% da produção, foi feito um levantamento dos estragos e foi pedida a “criação de medidas excecionais de apoios” para ajudar os viticultores afetados.

As aldeias de Porrais e Sobreira foram afetadas por uma violenta queda de granizo em Junho, que afetou a vinha, a principal fonte de rendimento destas aldeias.

O Ministério da Agricultura informou agora o município de Murça que “não haverá qualquer compensação financeira, nem qualquer outro apoio para os agricultores afetados por esta catástrofe” porque “parte da produção afetada conseguiu recuperar”.

O presidente da autarquia de Murça, José Maria Costa, afirma que este argumento “não corresponde à realidade”, uma vez que “os agricultores daquela zona estão a entregar uma quantidade [de uvas] correspondente a 50% da produção do ano passado”.

Outra das razões apontadas pelo Ministério da Agricultura assenta no facto de os vitivinicultores “terem seguro de colheitas”.

“Não é real, não é verdade. Uma percentagem muito elevada de produtores não tem seguro de colheita”, afirma José Maria Costa, que já abordou pessoalmente a ministra da Agricultura sobre esta matéria.

“[A ministra da Agricultura] Assumiu comigo que solicitaria ao diretor regional de Agricultura do Norte uma reanálise do processo”, avança o autarca de Murça, manifestando-se, no entanto, céptico quanto à alteração da decisão. “Não fiquei totalmente convencido de que a posição se venha a alterar.”


Fonte: Rádio Renascença


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